segunda-feira, 9 de março de 2009

Naval 1-2 Benfica

Começar bem... acabar melhor

O Benfica confirmou a real candidatura ao título com uma difícil mas justa vitória na Figueira da Foz, sobre a Naval 1.º de Maio, por 1-2. Um golo madrugador de Aimar foi “anulado” pela reacção figueirense e respectivo tento do empate. Só que uma forte resposta “encarnada” nos últimos 20 minutos, consumada por um tento de Katsouranis, valeu o importante triunfo benfiquista nesta 21.ª jornada da Liga Sagres.

Golo com direito de resposta

Após cumprir um jogo de castigo, Yebda não podia ter pedido melhor cenário no seu regresso ao “onze”, pois foi da sua cabeça que nasceu a assistência para Aimar encher o pé e colocar o Benfica em vantagem, logo aos dois minutos. O francês ganhou nas alturas a um contrário e a bola sobrou para o argentino que, à entrada da área, atirou rasteiro e colocado para o golo que confirmou bem cedo a intenção benfiquista em manter-se na luta pelo título.

É certo que tal vantagem madrugadora alterou o cariz da partida nos minutos sequentes, pois o Benfica baixou as linhas, tornando-se mais compacto e procurando partir para rápidas transições atacantes. No entanto, a dificuldade “encarnada” em executar o último vector da sua estratégia, fez baixar a qualidade do seu jogo, embora com relativa facilidade a defesa e o meio-campo conseguissem suster as constantes investidas navalistas pela direita (duelo constante entre David Luiz e Davide). É certo que o Benfica controlava a partida, mas pedia-se mais poder de fogo no ataque, enquanto a Naval conseguia apresentar qualidade de passe e intensidade ofensiva.

Reacção “à campeão”

As características do jogo apenas se alteraram quando, aos 53’, o recém-entrado Marcelinho ganhou espaço na área benfiquista, após um lançamento de linha lateral, e rematou rasteiro para o golo do empate. O Benfica voltou, então, a apropriar-se do comando das operações e a Naval, naturalmente, retraiu-se. Sinal dessa alteração, Di María acertou no ferro, após ter sido lançado por Reyes, logo após o golo navalista. Azar para o Benfica.

Pouco depois, novamente pela esquerda, Di María ganhou posição e teve seguimento em Cardozo que procurou picar a bola por cima do guardião navalista, mas a mesma saiu sem a direcção esperada. Parecia intensificar-se a tendência benfiquista em procurar Di María como o homem capaz de causar desequilíbrios na defesa navalista. Mas foi num lance de bola parada (especialidade benfiquista nesta época) que o Glorioso voltou à vantagem, no minuto 73. Reyes colocou a bola ao segundo poste, tendo Miguel Vítor subido mais alto e assistido Katsouranis no poste contrário. Loucura, pois, na Figueira, pois este era um fulcral golo na luta pelo título.

Desta feita, e ao contrário do que sucedeu após o primeiro tento, o Benfica assumiu o jogo no meio-campo do adversário nos minutos restantes e, impulsionado por um acelerado Di María e por uma renovada atitude em termos de pressão sobre o dono da bola, confirmou uma preciosa vitória que o confirma na rota da luta pelo título. Está ganha mais uma “final”.

Texto: Ricardo Soares - Site SL Benfica


Di María – Fez soar o alarme - Início de jogo pouco visível, surgindo na direita, onde a bola raramente surgia. Subiu de produção quando trocou de posição com Reyes e se colocou na esquerda. Foi ele quem procurou dar resposta ao tento do empate da Naval, primeiro atirando à barra, depois abrindo espaço para Cardozo quase marcar. Em grande parte deve-se à sua intensidade de jogo a reacção benfiquista na fase final da partida. (SL Benfica)

Di María, 7 - Começou na direita, mas passou para a esquerda, ajudando a suster o caudal ofensivo da Naval. Não se "esqueceu" das suas características e foi uma dor de cabeça constante para os opositores e o principal impulsionador do ataque encarnado. Só não teve o justo prémio, porque a barra lhe parou o remate de primeira. (O Jogo)

Di Maria - Uma primeira parte na sombra, uma segunda em cheio. Como foi diferente o camisola 20 entre os 45 e os 90 minutos. Atirou uma bola à barra, ganhou a linha de fundo várias vezes, quase sempre em alta rotação. Diga-se, no entanto, que passou a primeira etapa à direita e foi no flanco contrário que encontrou espaço para expandir o seu futebol (o mesmo aconteceu com Reyes, curiosamente). Perdeu algumas bolas, é certo, quem arrisca nem sempre sai por cima. Ou seja, na primeira parte foi aquela promessa adiada; na segunda, mostrou que pode ser uma estrela futura. Saiu perto do final, mas os aplausos dos adeptos dizem muito da exibição. (Mais Futebol)

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Di María e a troca de flancos: «Creio que resultou»

Di María, extremo do Benfica, em declarações após a vitória por 2-1 sobre a Naval, na Figueira da Foz, em partida da jornada 21 da Liga:

[acerca de começar na direita e na segunda parte ter actuado no lado contrário] «Não foi por me sentir melhor na esquerda, o treinador mandou trocar para ver o que acontecia e creio que resultou. Agora faltam nove finais.»

[comentando o facto de ter estado perto de marcar] «Não tive sorte, a bola foi à barra, mas a equipa ganhou e estou contente.»

Fonte: Mais Futebol

5 comentários:

prl disse...

O miudo continua a progredir, assim qualquer dia ainda vou dizer que é um excelente jogador ,,,,,,,,, digo eu

Patrícia disse...

PRL,

Vai dizer com certeza :)

Beijinhos

Mariano Mateuci disse...

Hola Patricia que tal? soy Mariano de Riquelme Locura, el blog esta muy bueno, estas en mis favoritos jeje
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matute disse...

pato muy bueno tu blog, angelito es un idolo en argentina lo amamos

besotes

Patrícia disse...

Matute,

Gracías!

Besotes